Pinot Noir Del Fin Del Mundo

Não é muito fácil encontrar um rótulo bom dessa cepa a preços mais, digamos, módigcos. Esse Pinot Noir RESERVA produzido na Patagônia pela Bodega Del Fin Del Mundo é uma ótima opção. Tem uma coloração púrpura quase transparente; é leve; a acidez na medida certa e taninos bem macios. É bem leve, sem ser insosso. Muito pelo contrário, tem bastante personalidade.

Com estágio de 12 meses em barricas de carvalho americano e francês e 14% de álcool, é muito aromático, ressaltando frutas maduras – morangos, cereja –, chocolate. Na boca é saboroso e delicado, mas ao mesmo tempo tem uma intensidade que pede para ser acompanhando, por exemplo, por uma carne ou uma massa de molho vermelho.

É um Pinot Noir, na faixa de R$ 55 a R$ 60. Às vezes, você encontra no Dutty Free por US$ 17. Em alguns restaurantes, você vai encontrá-lo na faixa de R$ 90 a 100.

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Um bom rótulo da, por vezes, esquecida Bonarda

A Bonarda é quase esquecida, em função do sucesso dos Malbec argentinos. Ás vezes marginalizada por já ter produzido muito vinho de péssima qualidade (na Argentina). Mas, é uma cepa a ser considerada. Pode produzir vinhos frutados, riscos em taninos, encorpoados e elegantes.

O LAS MORAS BLACK LABEL é um bom exemplar. Tem uma coloração intensa e escura e aromas de frutas maduras e baunilha. No nariz e na boca, nota-se que o vinho passou um bom tempo na madeira. São 15 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso. Na boca, tem boa acidez e um toque de especiarias. Merece passar pelo decanter. O produtor, Finca Las Moras (do GrupoPeñaflor), determina um potencial de guarda de 8 anos, mas dá para degustar já.

Na faixa de R$ 50 a R$ 60. Vai muito bem com carnes vermelhas.

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As aberrações engarrafadas do Brasil

Se as associações, cooperativas, confederações e lobbies de produtores querem mesmo desenvolver a indústria e a cultura nacional do vinho poderiam começar por um plano para aniquilar com essas bebidas classificadas como “Vinho Tinto de Mesa”. Se elas já tiveram um papel no sustento da agricultura familiar no passado, hoje, depois de importações restritas no regime militar, abertura dos anos 90, Plano Real e efeito Bolsa Família, elas já não fazem mais sentido. Se querem perpetuar com esse produto, deveriam dar outro nome: pseudovinho, filoxera, canavinha.

Mas ainda assim, se você entrar na bela e extensa seção de vinhos do Carrefour, por exemplo, vai se deparar com SANGUE DE BOI, CANÇÃO, PIAGENTINI, COUNTRY WINE e outras dessas vinificações que, por exemplo, a França (dessa mesma rede de supermercado) já erradicou e proíbe. Mais absurdo ainda é que o CARREFOUR produz sua marca própria de VINHO DE MESA SUAVE!

Essa picaretagem ainda se dá o direito de usar denominação – Serra Gaúcha, Demi-Sec(!!!) -, elaborando bebidas pobres a base de Bordô, Isabel, Uvas Americanas! Alguns deles são mais caros que alguns varietais nacionais, ainda que de qualidade duvidosa, mas elaborados com cepas viníferas.

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Expovinis 2012 começa amanhã

Nos dias 24, 25 e 26 de Abril de 2012 acontece no EXPO CENTER NORTE, em São Paulo, talvez o maior evento do setor de vinhos da América Latina, a EXPOVINIS. Chegando à 16a edição, a maior parte do evento é dedicado aos profissionais do segmento, mas nós enólatras também temos portas abertas a partir das 17 horas nos dois últimos dias do evento para conhecer as novidades, lançamentos, os TOP10 nacionais, degustar…

A entrada é R$ 50 (estudantes têm 50%) e dá direito a uma taça ISO de cristal para suas “incursões enófilas”. Para adqurir seu ingresso clique aqui.

Nós vemos lá!

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Bordeaux e Barato!

vinho bom e barado frances corte bordales cabernet, merlot, francO “Blend bom com barato” é um vinho raro aqui pelos trópicos. Por isso, estou sempre experimentando (e muitas vezes quebrando a cara ou a taça). Esse é o meu Graal: vinho bom e barato. Quando se fala do velho mundo, a coisa fica mais complicada ainda. Vinhos franceses e italianos já não costumam sair de lá tão barato. Quando atravessa o atlântico e chega por aqui a 30 ou 40 paus, via de regra, é um vinho medíocre. Não é o caso desse Bordeaux que encontrei no supermercado.

O Grand Theatre, da UNIVITIS, é importado e distribuído pela Ravin e facilmente encontrado em supermercados nas proximidades dos grandes centros, na faixa entre R$ 30 e R$ 40. É um corte bordalês de Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc. Tem características de vinhos jovens: aromas pouco complexos (acentua-se um pouco os herbais, em função da Cabernet Franc, e especiarias), coloração leve, corpo leve, taninos e acidez bem leves. Mas, é um vinho agradável, diferente daqueles que são tão leves que não tem a mínima personalidade.

É um vinho simples (elaboração em 6 meses de tanques de inox, sem passar por carvalho) e de baixo teor alcoolico (12,5%, nessa safra 2009), mas bem elaborado e pode ser uma alternativa para conhecer essa denominação francesa gastando quase nada.Enfim, é uma opção de Bordeaux para acompanhar carnes, queijos (com um petisco de ementhal foi bem) no dia-a-dia, ou mesmo aquela pizza de calabresa de javali!

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Um bom Malbec de 40 pratas

Ontem foi o World Malbec Day, em homenagem póstuma, digamos, ofereço esse CABAL MALBEC RESERVA 2009. Um bom custo benefício.

É um varietal (100% Malbec, claro) com 14% de teor alcoólico e taninos bem suaves e ligeiramente adocicados. Tem uma boa complexidade, mesclando chocolate, baunilha e frutas maduras, como ameixa e uva passa, e uma coloração escura, tendendo a lilás.

Na elaboração, descansa 10 meses em barricas de carvalho Francês e mais 6 meses na cava. Foi muito bem com uma massa de molho vermelho e bracciola. É poduzido pela San Carlos Sud, no Valle do Uco – Mendoza (ARG). O produtor sugere 45 minutos no decanter, mas acho que não é necessário tanto. A partir de 20, 25 minutos, está Okay.

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Páscoa… Bacalhau…. VINHO!

wine-easter-cobO típico é o bacalhau! E bacalhau, apesar de aparentemente difícil de harmonizar – muito salgado -, abre possibilidades imensas. Mais uma vez, vai valer mais o gosto e a experiência do que qualquer regra.

A boa experiência também vai variar conforme o preparo do bacalhau. Se você dessalinizou bem o bacalhau pode ir num CHARDONNAY com estágio de 4 a 6 meses em carvalho. Se sua receita carrega bem no azeite, pode escolher um tinto mais estruturado, com bons taninos. Na dúvida, experimente VINHO VERDE – aquela idéia de harmonizar pela região (Lembra!!).

Algumas possibilidades:

  • Se a receita é seca: TINTO
  • Se a receita é seca e condimentada: (EXPERIMENTE) um TINTO JOVEM para ressaltar o prato
  • Se usa cremes ou muito azeite: boas opções são um BRANCO SECO ou VINHO VERDE
  • Bacalhau desfiado gratinado com creme de leite e parmesão: VINHO VERDE
  • Bacalhau ao forno com batatas, cebola e azeitonas verdes: VINHO TINTO mais estruturado
  • Bacalhau assado com pouco condimento: VINHO BRANCO SECO, um Riesling

Cheers! Happy Easter! Feliz Páscoa

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